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Enquanto caminhávamos por paralelepípedos
Um sol rachava minha flor
Que estava em mãos e não em solo
Porque eu queria, a todo custo, salvá-la
De todos aqueles que diziam que ela era daninha.
E enquanto eu corria daqueles que queriam despedaçá-la
Aqui caí com suas pétalas em meus dedos
Olhando para as linhas que alguns diziam já serem traçadas
Como quem desconfia que destino é coisa de céu cinza.
Eu não derrubei nenhuma lágrima,
Mas matei a única coisa que realmente queria:
O pólen da margarida que achava que estava esquecida.
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