Outubro de 2018 – antes

Publicado: outubro 24, 2018 em Das coisas que se aprende

Enquanto caminhávamos por paralelepípedos

Um sol rachava minha flor

Que estava em mãos e não em solo

Porque eu queria, a todo custo, salvá-la

De todos aqueles que diziam que ela era daninha.

E enquanto eu corria daqueles que queriam despedaçá-la

Aqui caí com suas pétalas em meus dedos

Olhando para as linhas que alguns diziam já serem traçadas

Como quem desconfia que destino é coisa de céu cinza.

Eu não derrubei nenhuma lágrima,

Mas matei a única coisa que realmente queria:

O pólen da margarida que achava que estava esquecida.

 

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