Er(r)os

Publicado: julho 6, 2015 em Contos
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Encontrou o Amor perto do sorvete Itália. Vinha com uma barba mal feita, olhos pequenos e sorriso cativante. Ela piscou e ele estava na esquina.

– Qual seu nome? – ela perguntou.

– Amor, ele respondeu.

Ela riu.

– Não é possível.

– É sim, disse o Amor tão encantador quanto astro de filme.

– Quem me garante que você é o Amor mesmo?

Mostrou os braços tatuados de textos bíblicos e coraçãozinho. Ela revirou os olhos e ele tirou a flecha clássica de Cupido e cravou no coração dela, que esperava um movimento menos brusco. Apaixonou-se. Mas ele era o Amor, de anjo tinha nada.

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