O som que movimenta as moléculas do ar

Publicado: outubro 17, 2013 em Contos
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Tinha um oceano no meio dos dois. Azul céu. Ele tinha inspirado toda sua coragem para lhe cantar um grau de intimidade que a fizesse chorar. Tom Dó Maior. Ela respondeu em Fá Sustenido porque tinha os olhos cheios de floricultura. Tocou os dedos com piano e ele revidou com ukulele e baixo. Pausa, aquilo que tinha mais significado.

Tinha um mundo no meio dos dois. Tonalidades e escalas. Agudo. Grave. Grave. Agudo. Fita adesiva e pratos de bateria. Ele, repleto de noções universais de música e ela, um bolso cheio de palavras. Vírgula, aquilo que tinha menos consistência.

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