O quanto de amor carregamos dentro de nós mesmos?

Publicado: março 19, 2013 em Das coisas que se aprende

“Nada, nada acontece no mundo sem a permissão de Deus,” me disse o menino sentado ao meu lado no avião. E foi ali, em meia hora de voo, pela boca de uma pessoa que nunca mais verei na vida, que descobri como é forte o que chamam de amor. Espalhado nas histórias da vida de cada um de nós e que falamos para o outro para doar exemplo de conforto e sabedoria.

Meia hora sobre a vida, o universo e tudo mais. Meia hora pra eu entender porque dizem que temos que ter gratidão pelas coisas que são do jeito que são, já que a vida é. Um fio emaranhado de encontros e desencontros, perdão e medo, vida e morte e no meio de tudo isso, a lei do retorno. E que, independente de qualquer crença, estamos protegidos. Se assim quisermos. E se assim permitirmos. E que só entendemos quando realmente precisamos. Talvez sejam os acasos só acasos. Talvez sejam respostas pra perguntas que nem sabemos que temos. Mas seria mesmo a vida um movimento aleatório?

“O que você faria se soubesse que o avião cairia em 5 minutos?”

“Acho que ouviria uma música e você?”

“Faria uma oração.”

Essa é minha oração de gratidão ao menino do pai em câncer terminal que nunca mais verei na vida. Que me deixou a pensar durante o trajeto de volta pra casa em como encaramos nossa jornada. Como nos desviamos, nos distraímos, nos esquecemos de que palavras espalhadas com amor sempre chegam a nós não porque merecemos, mas porque elas sempre retornam mais cheias. E sempre são melhor ouvidas quando ditas por estranhos. Que o menino possa se despedir da forma que melhor for. Que seja breve seu desencontro.

Tudo vai e volta em triplo. Vai ficar gravado aqui, no limbo da Internet, pra que eu sempre me lembre da lei do retorno. Pra sempre acreditar. Sempre.

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