A página do ano

Publicado: março 12, 2013 em Contos
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Um dragão cruzou o céu enquanto ela escrevia para mãe. Com pena antiga, dessas que lembram coisa mágica, ela suspirou.

“Tanto tempo faz que não sinto cheiro de caverna”

Era o fim do verão e todos ali estavam ocupados demais com suor, trabalho e batalhas entre fumaças que não prestaram atenção quando bem no meio das nuvens brancas que perpetuam tempo e era, uma borboleta transformou-se em tufão.

Ela escrevia uma carta pra mãe.

A mãe nunca leria nenhuma palavra.

E eu tenho esse papel em mãos, feito por uma pessoa que desconheço o semblante para uma pessoa que nunca recebeu notícias de quem se ama, sobre um ano que não mais existe.

Fico a me perguntar pra que que serve estudarmos línguas extintas.

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comentários
  1. Flor Baez disse:

    Mais sensível, impossível!

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