Diário de bordo 5: turistando

Publicado: janeiro 7, 2013 em Diário de Bordo
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Fim da tarde, inverno de 2013

London Eye
London Eye

 

 

 

Meia hora depois, inverno de 2013

Meia hora depois, inverno de 2013

Tenho que confessar que não sou muito fã de atrações turísticas nem desse desespero de turista de tirar foto de monte de monumento, mas quando saí da estação de Westminster e dei de cara com a Tower Clock saiu um “UAU, isso é impressionante.” Às 4 horas da tarde o céu entra em processo de recolhimento e a capa cinza londrina paira sobre a cidade. É inverno. Quando chego às 5 em frente ao relógio ele está imponente, como sempre esteve. Não sei se é o peso histórico ou o tamanho mesmo, mas os olhos piscam muitas vezes e penso ‘Nossa, eu realmente estou aqui. E esse relógio realmente existe.’

A arquitetura de Londres é espetacular. É como se ela resistisse ao tempo. E o tempo está presente em todos os detalhes, misturando-se ao novo e ao antigo. Certa vez no TimeOut o romancista Ford Madox Ford em The Soul of London disse que ‘A Inglaterra é um país pequeno. O mundo é infinitésimo. Mas Londres é ilimitável’. A cada dia que passa isso pula em meus olhos. Todo mundo sabe os males que a Inglaterra fez em diversos países, mas apesar dos preconceitos que citei no post anterior (que existem em outras partes do mundo também) e dos problemas que ainda vou ver  há uma mistura de pessoas que pulsa. Nunca senti isso no Rio de Janeiro. Não sei se é o tanto de história que aprendemos sobre a Europa, mas isso vem misturado aos lugares. Eles me parecem familiares. É como se automaticamente eu soubesse como andar no metrô, contar as moedas e principalmente reconhecer as esquinas. É como se tudo fosse vivo.

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ChinaTown

As pessoas em Londres são bonitas. Crianças, idosos, jovens, adultos. Elas são bonitas. Não há lixeiras nas ruas. E quando achamos uma, ela simplesmente está quase vazia. Pelas ruas casais se acariciam no rosto, no estilo mais romântico possível. Parece que estou dentro de uma comédia romântica. As crianças conversam com os pais. Os pais conversam com os filhos, não vi até hoje um grito. Até o choro dos bebês parece ser mais baixo. Seria o frio? – curiosidade minha.

Dia de domingo, nas estações de metrô, as pessoas cantam e a música se espalha. É como se a cidade fizesse parte de uma trilha sonora, de diversos ritmos e tons. Aos poucos, o som de Londres se apresenta. E é bacana ouvir.

King's Cross Station

King’s Cross Station

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comentários
  1. Flor Baez disse:

    Ah, que máximo! Esses pontos turísticos e construções históricas acabam nos deixando meio emocionado mesmo, ainda mais quando estão tão distantes e moravam somente nos livros! De repente, tudo ganha vida, contornos, nitidez e você se sente andando pela história.

    Boa viagem, amiga! Aproveita muito tudo isso, cada minuto, cada lugar que você visitar! Estou vibrando!

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