O viajante

Publicado: setembro 25, 2012 em Contos

Ele colocou pele de lobo sobre os ombros. Ajeitou o cantil com água que coletaria de cachoeira naquele futuro pretérito.  Construiu bagagens. Quadradas, retangulares, grandes ou pequenas. Com alças e sem rodinhas. Ora raiz ora contemporânea.

Caçava sombras também. Gordas, finas, alongadas ou achatadas. Com companhia ou sem presença. Ora submerso ora acima da superfície. Buscava canções de céu e a terra que contemplava um mundo selvagem.

O viajante da pele de lobo nunca pediu carona porque não sabia pra onde apontar o dedão. Ora norte ora sul. Cento e dez por cento de palavras variadas em pensamentos e cor.

Quando descobriu que sob sua cabeça as estrelas guiavam perguntas, ele trazia de um lado sua bagagem mais simples e do outro um morro de mais de 2km de altura. Acreditava que todo mundo guardava em mãos suas melhores imagens.

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