A insustentável leveza do ser

Publicado: julho 13, 2011 em Contos

Tinha dor no braço à noite, quando tentava escrever. A dor vinha abrindo como quem rasga papel com tesoura. Pensou que nunca mais pudesse recorrer a magia, mas naquela noite deitou-se com a mão esquerda segurando o ombro direito e fechou os olhos. Chorou. O médico disse que não poderia continuar com os exercícios repetitivos. Mil frases passavam por sua cabeça, mas nenhuma delas tinha o poder oral e sim dos dedos. E os dedos estavam rígidos, como pedra papel e flor. Chorou pensamentos. Não sabia o que fazer. A luz piscou em algum momento. E foi só isso.

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comentários
  1. Henrique de sá disse:

    Isso é vc

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