Meu tio catava libélulas pra mim quando eu era criança. A gente as chamava de lavadeiras. Ele amarrava a pobre bichinha em uma linha de costura e ela ficava presa no varal feito de fio velho. Eu adorava vê-la. Brincava com ela como se fosse pipa. Queria tê-la como bichinho de estimação. Acho que ela sempre morria depois que eu voltava do almoço. Ou então meu tio a soltava (prefiro acreditar nessa hipótese).

Hoje uma apareceu aqui em casa, sobrevoou a sala, passou por todos os cantos e agora está na cozinha, parada sobre seu rabo. Muito tempo que não via uma. As asas não se movem, é como se ela estivesse se energizando (ou sugando meu rodapé). Pesquisando descobri que libélulas passam mais tempo de vida na água do que no ar. Podem simbolizar mudanças, bons presságios, “ver a verdade” e ilusões. Em alguns lugares há lendas que as vêem como cavalos possuídos pelo diabo. Na Suécia, uma crença antiga afirma que o Diabo usa as libélulas para pesar as almas humanas. Curioso…

… a verdade é que esse ser elementar meu caro, consegue atingir mais de 80km/hora e possui campo visual de 360 graus (isso quer dizer que ela me olhava enquanto eu tirava foto?)

O que sei é: por mais que eu peça gentilmente que ela vá embora de minha residência, a bicha ainda permanece. Acho que terei companhia para essa noite de céu estrelado.

Na sexta uma borboleta também apareceu. É um verão alado esse meu aqui:

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