Pulsos abertos para balanço

Publicado: janeiro 21, 2011 em Estórias abertas de gritos de macaco
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Vou me encher aqui.

Uma bexiga bem grande até virar balão de vira mundo,

Mas às vezes eu sei que tem festa de línguas soltas no umbigo do balão e que explode picadinho de gente, cabelos no meio das tripas, um lago de chupar manga espremida nas bandas pop pelotas com cabelinhos de cu enroscados no fiapo de outrora, enfim, miolos mil! Vejo as sereias douradas que saltam e crescem de lá em seus fios dourados de miojo parmesão e seus olhos de lcd azuis fractais de 4 cm cada que piscam em 3d e voam para dentro da lapa vomitando infiltrações.

Deito a caneta que dorme e vou pra fora da cidade de pulsos abertos pra balanço.

Fico rouco de amendoim crocante. Venho pra dentro do branco fazer cores altas e para fora!

Nesse verão de inverno a neve assopra maçãs podres ao preço de um tic tac até que ela aparece rindo com fotografias entre os dedos do pé esquerdo. Tons sépia por causa da lomografia.

Ela diz um disse de que sou mestre ambrósio novo, de cara, de face, de fuça, se desculpando.

Se desculpando de quê, penso. Pela existência não interessante do tédio mirabolante dos peixes?

Então ela nota e grita: “Não tire F dozes do meu buraco de Hércules! Dei printscreen da vida com microfones apontados para o céu pra quê?”

Eu já não sei o que dizer, só posso estar na câmera de compassos de banana.

“Ah, botijão de cereal, você já teve a sensação de nunca mais aparecer entre os espirros de diamantes?”

Sim, mas por que ainda há barulho nos pés do chão que tem postal de acerola amassada com cheiro de estrela?

“É por causa do sândalo fotográfico que não ouso tocar. Não ouso nem ao menos esquecer pra frente. Gazes, muitos gazes longe da terra, muita luz também por causa das coisas pendentes que caem da poeira das estrelas, já que hoje a lua está redonda, amarela e com anel azul em volta. São essas estórias que (pera vou cagar) que todas as mães esquecem de contar quando os pais morrem… miolos dois mil.”

Espero. É o que faço pela vida louca de afastamento de cimento. Telefones sem fio tocam nas escadas do deserto com conta gotas para quê? Cotovelos apoiados em mantras de alumínio sacodem angolanos com biscoito de polvilho. Sou eu como com acupuntura, sem exitar. Me lembro de Jesus congelado jogando os cabelos em 360gaus com piranhas em seus cachos e castelos de bermudas floridas em cada dente.

“É porque a gente liga a tv.”

Ela levanta lentamente o pé por detrás da cabeça, onde posso perceber allstars transpassados nos joelhos, que antes estavam escondidos pelo vestido de Maggie. Performance fake da anã mambembe, penso.

É quando ela me entrega a primeira foto:


por Henrique de Sá e Hanny Saraiva

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