A montanha

Publicado: janeiro 16, 2011 em Contos
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Tudo que conto tem um pedaço de mim, emaranhado com o infinito do mosquito, disse o moço que mexia na corrente da bicicleta.

E por um momento antes, ele viu a montanha. E perto da montanha havia uma escada, parada, em madeira. Ele olhou para cima e reparou que no topo dela uma rampa para o oriente mostrava alguém segurando uma lente. Era como se pedisse Me enxergue. Como se alguém pudesse ver por entre vidro o que o raio solar atravessava.

Era uma pessoa que enxergava entre as nuvens. Tentava em vão esconder o horizonte com seu olhar rente. Tinha a pessoa um contorno grande que preenchia a visão embaralhada com poeira da natureza. Poeira de casco de árvore que voa.

O moço colocou a mão na testa para ver melhor. Colocou as duas mãos, na verdade. Sentiu uma voz adiante. Um eco de segundo seguinte. Tinha um ponto lá. O moço concluiu que era um pedido de ‘Venha decantar por um momento as coisas que impressionam meu olhar distante’.

Mas a montanha ficava pra lá. E o caminho do moço de bicicletas era para ali.

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