Manhã de sexta

Publicado: outubro 5, 2007 em Contos

Ela tirou o sutiã e deitou de costas. O restinho de sol queimou algumas pintas em sua imensidão branca. O travesseiro chorava pilhas de líquido salgado. A cama com seu edredom envelhecido a aconselhava: “Estamos aqui de novo. Com um céu de chuvas de dores. Apresento hoje o coração da mulher que dizia que nunca iria amar um estranho conhecido. Qualquer tolo pode se deixar enganar. Aqui estamos novamente. Seu coração será quebrado de novo e ela fará a parte do papel de boa mocinha mais uma vez”.

Seus seios balançavam livres e ela foi até a janela do apartamento e abriu a persiana. Lá fora, o vento que contornava os prédios. “Qualquer tolo pode se deixar enganar”. “Aqui estamos novamente”.

Ela pensou em fazer um piquenique. Ela e as frutas. Uma cesta com toalha quadriculada. Música americana no mp3 do camelô. Pilhas recarregáveis. Cachorro da vizinha. Água potável e óculos escuros.

Permaneceu com os peitos livres olhando para o concreto que sorria. Depois colocou uma blusa branca e sem qualquer pudor, foi até a padaria e comprou um chumbinho para ratos.

Anúncios
comentários
  1. O Enxadrista disse:

    Pô, pelo jeito como começou achei que rolaria alguma sacanagem na história, he he =PMas foi legal. =)Abraço.http://oenxadrista.blogspot.com/

  2. Posso dizer uma coisa? Seus textos despertam curiosidade sobre você. Heheheheh!!!!Beijos!!!Ah! Tem desafio lá no blog para você.

  3. André disse:

    O piquenique promete!

  4. Serjones disse:

    piquenique? sou mais os seios! hahaha

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s